Verdade que é verdade, é a que é falada primeira.
verdade gaguejada, verdade arrumada, verdade maquiada,
deixa de ser verdade e passa a ser palhaçada.
Para se dizer a verdade,não tem outra forma não,
tem que ter coragem nos peitos,
costume que vem de casa,
rabo preso?
Pode não.
É um exercício difícil,
tem que fazer todo dia,
muito mais difícil e suado
do que ir para academia.
Mas depois se pega o jeito,
Não se deixa de fazer ,
difícil mesmo se torna,
com gente mentirosa viver.
Para se sustentar uma mentira da a maior trabalheira,
Tem que se lembrar de dizer o que se inventou, de primeira.
A verdade é mais fácil, não precisa de invenção,
se fala o que se sabe com a força do coração.
Escutar a verdade é tarefa fácil não,
Tem que ter ouvido afinado,
Para não ficar magoado e com cara de bobão.
Mas cuidado meu amigo,
pois no mundo em que a gente vive ,
onde se vende gato por lebre,
filé de peixe como bacalhau
e coisa pirata como original?
Encontrar quem fale a verdade,
é tão raro e mais difícil,
que achar uma arara-azul no quintal.
Sandra Jacqueline do R.M. Cavalcante. 11/06/14.
sábado, 14 de junho de 2014
terça-feira, 10 de junho de 2014
PACIÊNCIA
Vamos combinar que paciência nunca foi o meu forte, dentre muitas características marcantes em minha personalidade, a paciência com certeza não apareceria nem em último lugar.Costumo dizer que não passei na fila da paciência e finquei o pé na da chatice.
Mas a maturidade vai-nos tornando pessoas melhores, pelo menos deveria, e com isso, agrega-nos algumas características que infelizmente não foram adquiridas com o nascimento.
Tenho pensado muito na fase da vida na qual me encontro afinal, 4.6 km rodados já contam algumas histórias, mas definitivamente, o que mais me chama atenção é que além de cabelos brancos, rugas e o efeito indesejável da lei da gravidade,ainda não consegui reconhecer em mim a paciência necessária.
Quem dera que ela estivesse atrelada ao aumento de peso ,aos pés de galinha que teimam em ficar evidentes, ou até mesmo nos cabelos brancos, que o loiro platinado não disfarça mais....
Mas, volto a pensar, afinal para que quero ter paciência? E aí vem a resposta: pra lidar com gente, pra passar resignadamente pelos entraves que diariamente encontramos no caminho,para lutar contra as desigualdades, as deslealdades, contra a falta de coragem ,contra a inveja e principalmente contra a falta de caráter.
Então vejo que não existe problema em ter pouca ou nenhuma paciência, problema seria ter que constatar que apesar do peso dos anos, da maturidade, da lei da gravidade,dos pés de galinha, ou sei lá do que mais, o que faltasse em mim não era paciência, mas sim uma dessas tão necessárias características descritas acima e tão rara de se ver nos dias atuais.
Retifico então o ditado que sempre disse até hoje: não passei na fila da paciência, pois finquei o pé na fila da sinceridade, da honestidade, da lealdade, da coragem e acima de tudo na fila da Fé, fé que um dia viveremos cercados por seres verdadeiramente humanos, capazes de reconhecer no outro alguém com características semelhantes ou completamente diferentes das suas, mas que isso não seja de forma alguma, motivo para que ambos não se completem.
Esse é o meu desejo por hoje!
Sandra Miranda. 09/06/14
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